sábado, 26 de abril de 2014

Hoje não quero sair
Meu destino é aqui dentro
Vou procurar um canto quentinho
bem no fundo de mim

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Às vezes é preciso calar a voz que grita
Amordaçar a boca da alma
A dor  já não me cabe mais
Preciso vestir outros sentimentos


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Do fundo do meu coração, depois de tantas vezes te ver ir embora por aquela porta, na última, sinto que a esperança se foi com você.

Adriana Calcanhoto cantando Roberto

sábado, 18 de janeiro de 2014

Vontade de sair dançando pelas ruas, de madrugada, quando o som do vento é mais nítido e o holofote é luz da lua.

Vontade de sair dançando pelas ruas, rodopiando. Em piruetas, fouettés e chenés pra ver se, assim, a dor de alguma forma escapa de mim. Saia pela tangente e siga sem nunca mais voltar.

Vontade de sair dançando pelas ruas e, dançando, me esquecer de tudo. Dos sonhos que se foram, dos planos desfeitos, do amor que foi embora.

Vontade de sair dançando pelas ruas e assim me encontrar sentada em alguma esquina, com o rosto entre as mãos e com lágrimas nos olhos.

Falarei pra mim mesma: dance, menina, que a dor diminui. A dança é maneira que o corpo encontrou de aliviar a dor que alma suporta.
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Palavras passam
Jogadas ao vento,
acompanham-no
onde quer que ele vá
Perdem-se no mundo
Espalham-se
Ganham novos sentidos

Ações fincam raízes
Que profundamente crescem
Ficam e não saem mais
Não se vão com a brisa que sopra
Não se calam com o tempo que vai

"Com o tempo ruim
Todo mundo também diz bom dia"
Então qual é a serventia
de uma palavra que não se faz?
 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Acalme-se,
O tempo não cura o amor, mas tem o poder de amenizar a dor.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Deixe a lâmpada acesa
Pois hoje, com certeza
Fez morada a tristeza
Em todo canto que há em mim

Foram muito mais de três
Mais do que podia, talvez
Com toda a insensatez
Que poderia causar a mim

Da primeira vez, chorei
Apesar disso, fiquei
Dos bons momentos lembrei
E os fiz maiores em mim

Da segunda e das outras
O pranto molhou a roupa
A dor se fez das gotas
A esperança foi-se de mim
(Foice em mim)

A derradeira chegou
Veio após tanta dor
Que feriu e me rasgou
e, por fim, transbordou em mim