sábado, 18 de janeiro de 2014

Vontade de sair dançando pelas ruas, de madrugada, quando o som do vento é mais nítido e o holofote é luz da lua.

Vontade de sair dançando pelas ruas, rodopiando. Em piruetas, fouettés e chenés pra ver se, assim, a dor de alguma forma escapa de mim. Saia pela tangente e siga sem nunca mais voltar.

Vontade de sair dançando pelas ruas e, dançando, me esquecer de tudo. Dos sonhos que se foram, dos planos desfeitos, do amor que foi embora.

Vontade de sair dançando pelas ruas e assim me encontrar sentada em alguma esquina, com o rosto entre as mãos e com lágrimas nos olhos.

Falarei pra mim mesma: dance, menina, que a dor diminui. A dança é maneira que o corpo encontrou de aliviar a dor que alma suporta.
 

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