sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Acalme-se,
O tempo não cura o amor, mas tem o poder de amenizar a dor.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Deixe a lâmpada acesa
Pois hoje, com certeza
Fez morada a tristeza
Em todo canto que há em mim

Foram muito mais de três
Mais do que podia, talvez
Com toda a insensatez
Que poderia causar a mim

Da primeira vez, chorei
Apesar disso, fiquei
Dos bons momentos lembrei
E os fiz maiores em mim

Da segunda e das outras
O pranto molhou a roupa
A dor se fez das gotas
A esperança foi-se de mim
(Foice em mim)

A derradeira chegou
Veio após tanta dor
Que feriu e me rasgou
e, por fim, transbordou em mim
Mal-me-quer
Quem sempre amei
Mal-me-quer acreditar
Bem-me-quer sofrer
Mal-me-quer amar
Bem-me-quer chorar

Despetalo-me em prantos

O amor que tenho só cabe a um
Que mal-me-quer
Acreditando que bem-quero a outro alguém
Se engana

Meu bem (querer) é de quem mal-me-quer ver
É de quem bem-me-quer distante

terça-feira, 23 de julho de 2013

Punhal


Tua fria lâmina se lança nos ares
Faz com que cantem os ventos canções de dor e agonia
Tua lâmina certeira corta a carne vermelha
De onde surge um rubro rio que faz cessar o que sofria

Liberta a alma do frágil corpo desesperançado
No meio daquilo que pulsa, faz um orifício
E deixa que a vida se vá e leve com ela todo o tormento
Vá, termine-me, execute seu sagrado ofício

Ao final de todo o feito
Crave sua lâmina na terra também vermelha
Que teu cabo seja a cruz de minha lápide
E impeça qualquer sombra de vida em minhas veias

terça-feira, 9 de julho de 2013

Esse tal amor
Que se espalha por todo canto
Aquecendo corações em gelo
Seria o mesmo que magoa outros tantos?

Será que é amor

aquilo que se profere
no calor dos corpos
no encontro de peles?

O andar de mãos entrelaçadas
Levando a vida leve
Brincando nas calçadas?

O sorriso da criança
logo que o pote alcança
e começa a comilança?

A carta do menino
tão tímido e franzino
que a lê sempre sozinho?

O preparo de outra pessoa
E a mãe olhando a barriga a toa
Enquanto a felicidade ressoa?

Será que o amor pode ser tanto
Que se transforma em tantos
Calando e causando prantos
Calando e sonando em cantos?


Lanço-me
Braços abertos no precipício
Sem medo dos riscos

O peito corta o ar
E o vento acaricia o corpo
Chamariam-me louco,
por me sentir assim?

Intensamente vivo
Flertando com a morte
Até que ela me descobre
E a terra encobre

Tudo o que foi
e o que iria ser

Vivi
Não há o que temer

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Barulheira
Britadeira
Batedeira
Liquidificador
Máquina de lavar
Máquina de cortar grama
Músicas que não gosto
Repetição
Barulho
Barulho
Barulho
Em alto e mau som

Desejo com toda minh'alma
A sinfonia de silêncio que Milton cantou
Ouvir com os olhos e com aquilo que pulsa sem cessar
Cercar-me só dos sons que agregam
Livrar-me dos que nada dizem
Dar descanso aos ouvidos e me encher de luz
Até que transborde de paz



sexta-feira, 17 de maio de 2013

A paixão chegou através de outra
Arrebatou meu coração com o que sempre amei
Dancei
Dançamos
No coreto da praça
Na chuva
Em casa
Pelas ruas
Em par
Entramos no mesmo ritmo
Nossos corações se cantam,
se dançam,
se desafiam na coreografia

Se encantaram
Dançaremos, então,
até que se despeçam todos os sons

Enquanto houver melodia
Seja de jazz, chuva ou ventania
Dançarei em sua companhia

Então, grite
Nada do que que há vai calar sua voz
Ainda que ninguém ouça

Grite
Aos quatro ventos o que sente
O que pretende
O que passou

Deixe passar

Deixe o coração gritar
Tudo aquilo o que a boca não ousa dizer num sussurro

terça-feira, 7 de maio de 2013

Insuportável

Não suporto
Não consigo entender
Esse medo de viver
Essa vida pela metade
Essa vida que não é
É sobrevivência e só...

Não suporto
Essas palavras caladas
Não ditas
Escondidas
Engolidas
Que ficam sempre por dizer

Não suporto
Esses caminhos certos
Retos
Cheios de rotina
Com cores que não destacam
Desesperam

Não suporto
Esses corações puros
Tão cheios de si
E vazios de outros
Coração é pra ser povoado!
Será que não entendem?

No olho do furacão

"The aswer is blowing in the wind"
Sim
E eu no olho do furacão

As respostas podem ser todas
Inúmeras possibilidades
A correta?
Não sei
Existe?
Todas vagueiam, rodopiam em torno do eu

Tornado

Retorna, revira meu mundo
Confusão
Todos os sentimentos juntos
Todos eu
E eu no olho do furacão

segunda-feira, 6 de maio de 2013


Braços abertos pra vida
Peito aberto pro que vier
Olhos atentos até que cicatrize a ferida
Coração pro amor e o que mais couber

Já que gosta de suposições
Suponha, então, que tudo seja o inverso
Que o que pensa esteja errado
Que o amor ainda persista
E sendo este puro,
Suponha que a pureza também permaneça
Suponha que sua mente tenha lhe traído
Seus sonhos, sua embaçada visão
Que seu coração, cheio de mágoas, esteja lhe pregando uma peça
Suponha que as coisas não são como você as tem desenhado
Veja, existe a possibilidade do engano,
Não desumanize, não despreze, não maltrate
O que você diz não condiz