Em tempos de relações fugazes, corpos de robô e distâncias,
a gente se ilude pensando que não há mais coração. Mas há. E ele ainda pulsa. Faz
jorrar o sangue de quem morre pela bala perfurante ou pela faca afiada. Faz doer
a alma de quem vê violência nos atos, nas palavras e nos olhos. Mas esse mesmo coração que sangra, por ainda pulsar, faz resistir a
vida de quem não tem outra opção, a não ser lutar.