quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Com você aprendi o que é axé. Não o gênero musical, mas aquele desejo de energia e força que você usava como forma de cumprimento.
Aprendi que pessoas e animais podem ser melhores amigos, que beijos podem ser voadores e que trazem um carinho imenso mesmo se forem dados com a ponta dos dedos.
Aprendi que mixaria não combina com abraço e percebi na prática que, quanto mais tempo eles duram, mais calma trazem.
Aprendi que é difícil (edifício) é um prédio grande e que, no fim das contas, a dificuldade é só uma questão de perspectiva mesmo.
Você, com o peito nu e os pés descalços, pode não ter sido um exemplo dentro dos moldes que o mundo insiste em impor, mas, sem dúvida, me ensinou um bando das coisas que realmente importam e fazem do mundo um lugar melhor.
Axé, tio!
Gosto do carinho suave do vento e de como ele, nessa mesma mansidão ganha força, bagunça meus cabelos e faz as folhas dançarem. Gosto de coisas e pessoas que chegam tranquilamente, sem invadir meu espaço, sem impor, mas deixam suas marcas porque são entregues ao que são.
Quando vir, venha devagar, mas venha pleno, venha intenso porque eu não gosto de coisas mornas, muito menos de pessoas.