sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O coração das pessoas é solo sagrado
Se acaso andares por esses caminhos,
pise com delicadeza

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Não há coisa no mundo mais deliciosa que se perder
Perder o rumo
Perder a fala
Perder o ar
Perder-se de si
Quando me perco é que posso encontrar-me
E fitar a humanidade que mora em mim

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Esse coração, que, ao contrário do de Antunes, bate e apanha, anda em descompasso porque não conhece a lógica. Bate como e quando quer, sem compromisso algum com qualquer ritmo que seja.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.  

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Grito que guardo, calo, quando deveria explodir. Amor que guardo, querendo viver e deixo ir quem quero aqui. Vida habilidosamente construída que se desfaz. Voz em hiato, interrompendo a melodia.
Amor perfeito nada espera
O meu, que nasceu torto,
Espera sua chegada, seu olhar, seu carinho, sua permanência

Ouço o barulho do motor e corro pra janela, na esperança de te ver
Mas não é você que vem
Você nunca vem, apesar das promessas

Seu olhar descansa em outros rostos
Admira olhos, sorrisos, que não são os meus
E isso não seria tão ruim se você se lembrasse de olhar pra mim

Seu carinho, só vem através de pedidos

E sua permanência...
Bom, sua permanência ainda depende de você querer ficar.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Não é despedaçando um coração que se consegue o amor guardado nele.
Chegar ao fim é necessário.
Pra renascer das cinzas é preciso se entregar à morte.

sábado, 26 de abril de 2014

Hoje não quero sair
Meu destino é aqui dentro
Vou procurar um canto quentinho
bem no fundo de mim

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Às vezes é preciso calar a voz que grita
Amordaçar a boca da alma
A dor  já não me cabe mais
Preciso vestir outros sentimentos


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Do fundo do meu coração, depois de tantas vezes te ver ir embora por aquela porta, na última, sinto que a esperança se foi com você.

Adriana Calcanhoto cantando Roberto

sábado, 18 de janeiro de 2014

Vontade de sair dançando pelas ruas, de madrugada, quando o som do vento é mais nítido e o holofote é luz da lua.

Vontade de sair dançando pelas ruas, rodopiando. Em piruetas, fouettés e chenés pra ver se, assim, a dor de alguma forma escapa de mim. Saia pela tangente e siga sem nunca mais voltar.

Vontade de sair dançando pelas ruas e, dançando, me esquecer de tudo. Dos sonhos que se foram, dos planos desfeitos, do amor que foi embora.

Vontade de sair dançando pelas ruas e assim me encontrar sentada em alguma esquina, com o rosto entre as mãos e com lágrimas nos olhos.

Falarei pra mim mesma: dance, menina, que a dor diminui. A dança é maneira que o corpo encontrou de aliviar a dor que alma suporta.
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Palavras passam
Jogadas ao vento,
acompanham-no
onde quer que ele vá
Perdem-se no mundo
Espalham-se
Ganham novos sentidos

Ações fincam raízes
Que profundamente crescem
Ficam e não saem mais
Não se vão com a brisa que sopra
Não se calam com o tempo que vai

"Com o tempo ruim
Todo mundo também diz bom dia"
Então qual é a serventia
de uma palavra que não se faz?