Algo de ti ainda mora aqui
Lembro teu corpo
Mas já não recordo os detalhes do prazer que me trouxe
Lembro tua música
Que já não me embala
E também já não és meu par
Ficou a dor
Mas nem ela cabe mais em mim
Ocupa espaço demais pra quem quer encher-se de amor
É tempo de arrumar a casa
Desfazer-me do que é inútil
E dar lugar pro novo vir me habitar
Espaço para libertar versos, textos ou pensamentos que, em outra hora, ficavam presos em mim. E que venha a liberdade!
quarta-feira, 11 de março de 2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
A vida é mesmo a arte do encontro, como cantou Vinícius em Samba da bênção. Que sejamos todos abençoados com o encontro de nós mesmos, apesar dos desencontros, dos desmomentos, dos descaminhos. E que, ao nos encontrarmos em nós mesmos, seja nos dado o presente da presença do outro. Não para a completude, já que somos completos mesmo em singularidade, mas para compartilhar os encontros, os momentos e os caminhos. Convivendo, que a gente possa entender que compartilhar é mais do que falar e ouvir sobre os problemas do dia, é possibilitar que as almas se comuniquem além e apesar das palavras, que os olhos se entendam e os corpos se abriguem. É desejar ao outro vida leve e, se em algum momento ela não for (porque o mundo às vezes nos convence de que há peso suficiente pra nos deixar pra baixo), que haja paciência, respeito e leveza em dobro, pra que a dor do outro seja vivida, mas possa também ir embora.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Esse coração, que, ao contrário do de Antunes, bate e apanha, anda em descompasso porque não conhece a lógica. Bate como e quando quer, sem compromisso algum com qualquer ritmo que seja.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.
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