quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Não há coisa no mundo mais deliciosa que se perder
Perder o rumo
Perder a fala
Perder o ar
Perder-se de si
Quando me perco é que posso encontrar-me
E fitar a humanidade que mora em mim

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Esse coração, que, ao contrário do de Antunes, bate e apanha, anda em descompasso porque não conhece a lógica. Bate como e quando quer, sem compromisso algum com qualquer ritmo que seja.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.  

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Grito que guardo, calo, quando deveria explodir. Amor que guardo, querendo viver e deixo ir quem quero aqui. Vida habilidosamente construída que se desfaz. Voz em hiato, interrompendo a melodia.
Amor perfeito nada espera
O meu, que nasceu torto,
Espera sua chegada, seu olhar, seu carinho, sua permanência

Ouço o barulho do motor e corro pra janela, na esperança de te ver
Mas não é você que vem
Você nunca vem, apesar das promessas

Seu olhar descansa em outros rostos
Admira olhos, sorrisos, que não são os meus
E isso não seria tão ruim se você se lembrasse de olhar pra mim

Seu carinho, só vem através de pedidos

E sua permanência...
Bom, sua permanência ainda depende de você querer ficar.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Não é despedaçando um coração que se consegue o amor guardado nele.
Chegar ao fim é necessário.
Pra renascer das cinzas é preciso se entregar à morte.

sábado, 26 de abril de 2014

Hoje não quero sair
Meu destino é aqui dentro
Vou procurar um canto quentinho
bem no fundo de mim