Em tempos de relações fugazes, corpos de robô e distâncias,
a gente se ilude pensando que não há mais coração. Mas há. E ele ainda pulsa. Faz
jorrar o sangue de quem morre pela bala perfurante ou pela faca afiada. Faz doer
a alma de quem vê violência nos atos, nas palavras e nos olhos. Mas esse mesmo coração que sangra, por ainda pulsar, faz resistir a
vida de quem não tem outra opção, a não ser lutar.
Espaço para libertar versos, textos ou pensamentos que, em outra hora, ficavam presos em mim. E que venha a liberdade!
domingo, 16 de agosto de 2015
quarta-feira, 11 de março de 2015
Algo de ti ainda mora aqui
Lembro teu corpo
Mas já não recordo os detalhes do prazer que me trouxe
Lembro tua música
Que já não me embala
E também já não és meu par
Ficou a dor
Mas nem ela cabe mais em mim
Ocupa espaço demais pra quem quer encher-se de amor
É tempo de arrumar a casa
Desfazer-me do que é inútil
E dar lugar pro novo vir me habitar
Lembro teu corpo
Mas já não recordo os detalhes do prazer que me trouxe
Lembro tua música
Que já não me embala
E também já não és meu par
Ficou a dor
Mas nem ela cabe mais em mim
Ocupa espaço demais pra quem quer encher-se de amor
É tempo de arrumar a casa
Desfazer-me do que é inútil
E dar lugar pro novo vir me habitar
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
A vida é mesmo a arte do encontro, como cantou Vinícius em Samba da bênção. Que sejamos todos abençoados com o encontro de nós mesmos, apesar dos desencontros, dos desmomentos, dos descaminhos. E que, ao nos encontrarmos em nós mesmos, seja nos dado o presente da presença do outro. Não para a completude, já que somos completos mesmo em singularidade, mas para compartilhar os encontros, os momentos e os caminhos. Convivendo, que a gente possa entender que compartilhar é mais do que falar e ouvir sobre os problemas do dia, é possibilitar que as almas se comuniquem além e apesar das palavras, que os olhos se entendam e os corpos se abriguem. É desejar ao outro vida leve e, se em algum momento ela não for (porque o mundo às vezes nos convence de que há peso suficiente pra nos deixar pra baixo), que haja paciência, respeito e leveza em dobro, pra que a dor do outro seja vivida, mas possa também ir embora.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Esse coração, que, ao contrário do de Antunes, bate e apanha, anda em descompasso porque não conhece a lógica. Bate como e quando quer, sem compromisso algum com qualquer ritmo que seja.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.
Esse pequeno coração, é tudo, menos frágil. Nele cabe o mundo e a imensidão de amar. Aprendeu a suportar a dor e a vencê-la, ao final de tudo.
No fim, que ainda não veio, esse pequenino que pulsa sem cessar fará transbordar tudo o que guarda. Por certo, haverá uma explosão de cores e de um amor que aprendeu a não ter limites.
Assinar:
Postagens (Atom)