Palavras passam
Jogadas ao vento,
acompanham-no
onde quer que ele vá
Perdem-se no mundo
Espalham-se
Ganham novos sentidos
Ações fincam raízes
Que profundamente crescem
Ficam e não saem mais
Não se vão com a brisa que sopra
Não se calam com o tempo que vai
"Com o tempo ruim
Todo mundo também diz bom dia"
Então qual é a serventia
de uma palavra que não se faz?
Espaço para libertar versos, textos ou pensamentos que, em outra hora, ficavam presos em mim. E que venha a liberdade!
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Deixe a lâmpada acesa
Pois hoje, com certeza
Fez morada a tristeza
Em todo canto que há em mim
Foram muito mais de três
Mais do que podia, talvez
Com toda a insensatez
Que poderia causar a mim
Da primeira vez, chorei
Apesar disso, fiquei
Dos bons momentos lembrei
E os fiz maiores em mim
Da segunda e das outras
O pranto molhou a roupa
A dor se fez das gotas
A esperança foi-se de mim
(Foice em mim)
A derradeira chegou
Veio após tanta dor
Que feriu e me rasgou
e, por fim, transbordou em mim
Pois hoje, com certeza
Fez morada a tristeza
Em todo canto que há em mim
Foram muito mais de três
Mais do que podia, talvez
Com toda a insensatez
Que poderia causar a mim
Da primeira vez, chorei
Apesar disso, fiquei
Dos bons momentos lembrei
E os fiz maiores em mim
Da segunda e das outras
O pranto molhou a roupa
A dor se fez das gotas
A esperança foi-se de mim
(Foice em mim)
A derradeira chegou
Veio após tanta dor
Que feriu e me rasgou
e, por fim, transbordou em mim
terça-feira, 23 de julho de 2013
Punhal
Tua fria lâmina se lança nos ares
Faz com que cantem os ventos canções de dor e agonia
Tua lâmina certeira corta a carne vermelha
De onde surge um rubro rio que faz cessar o que sofria
Liberta a alma do frágil corpo desesperançado
No meio daquilo que pulsa, faz um orifício
E deixa que a vida se vá e leve com ela todo o tormento
Vá, termine-me, execute seu sagrado ofício
Ao final de todo o feito
Crave sua lâmina na terra também vermelha
Que teu cabo seja a cruz de minha lápide
E impeça qualquer sombra de vida em minhas veias
terça-feira, 9 de julho de 2013
Esse tal amor
Que se espalha por todo canto
Aquecendo corações em gelo
Seria o mesmo que magoa outros tantos?
Será que é amor
aquilo que se profere
no calor dos corpos
no encontro de peles?
O andar de mãos entrelaçadas
Levando a vida leve
Brincando nas calçadas?
O sorriso da criança
logo que o pote alcança
e começa a comilança?
A carta do menino
tão tímido e franzino
que a lê sempre sozinho?
O preparo de outra pessoa
E a mãe olhando a barriga a toa
Enquanto a felicidade ressoa?
Será que o amor pode ser tanto
Que se transforma em tantos
Calando e causando prantos
Calando e sonando em cantos?
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